Muitas vezes,
Adiamos as coisas, as conversas,
Sempre esperando um depois,
Um talvez, um quem sabe...
Não adiamos por ocasião
Nem esperamos por ocasião
E sim,
Com medo de sofrer.
Apoiamos-nos nas desculpas
Tentando evitar decepções.
Costumamos rascunhar nossas vidas,
Como se estivéssemos escrevendo
Um romance.
Apaga aqui, conserta ali,
Sempre ansiando a perfeição.
Com isso,
Nunca saímos do mesmo processo
Nem nos desprendemos do passado
E quando nos demos conta do
Prejuízo que tivemos
Já é tarde demais,
Pois a vida acabou
E não a mais tempo de
Passá-la a limpo.

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